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	<title>Kauer Happy Hour</title>
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	<description>A hora mais feliz do dia é hora que se cria!</description>
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		<title>Passado presente</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 21:12:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://kauer.com.br/blogkauer/wp-content/uploads/Rei-Leao_passado.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-696" title="Rei Leao_passado" src="http://kauer.com.br/blogkauer/wp-content/uploads/Rei-Leao_passado.jpg" alt="" width="591" height="720" /></a></p>
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		<title>Dia dos Sem Orgulho.</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 22:12:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Charges]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho visto as minorias, finalmente, terem voz e vez, criarem seus dias e passeatas. Bem antigamente tinha o dia do ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div id="attachment_690" class="wp-caption alignnone" style="width: 601px"><a href="http://kauer.com.br/blogkauer/wp-content/uploads/dia-dos-sem-orgulho-copy.jpg"><img class="size-full wp-image-690" title="dia dos sem orgulho" src="http://kauer.com.br/blogkauer/wp-content/uploads/dia-dos-sem-orgulho-copy.jpg" alt="" width="591" height="426" /></a><p class="wp-caption-text">Sou o primeiro da fila, quem me segue?</p></div>
</div>
<div><span style="font-family: 'Helvetica Neue'; font-size: x-small;"><br />
</span></div>
<div>
<div><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"> </span></div>
</div>
<div>
<div><span style="font-family: 'Helvetica Neue'; font-size: small;">Tenho visto as minorias, finalmente, terem voz e vez, criarem seus dias e passeatas.</span></div>
</div>
<div>
<div><span style="font-family: 'Helvetica Neue'; font-size: small;">Bem antigamente tinha o dia do índio, que era o único dia de uma minoria, que hoje nem se comemora mais direito, de tão minoria que o indio virou.</span></div>
</div>
<div>
<div><span style="font-family: 'Helvetica Neue'; font-size: small;">O dia de Zumbi dos palmares - também me lembro, virou o Dia nacional da Consciência Negra.</span></div>
</div>
<div>
<div><span style="font-family: 'Helvetica Neue'; font-size: small;">Depois veio a passeata do orgulho gay, o foco foi ampliado LGBT - eu acho, estou desatualizado da sigla, e agora surgem dias e passeatas cada vez mais especializados. Em se tratando de minorias discriminadas, nada mais justo: estes movimentos são importantes para que haja a consciência da diversidade social, cultural e sexual, tornando o racismo e a violência contra minorias e contra os &#8220;diferentes&#8221; cada vez mais vistos como crimes.</span></div>
</div>
<div>
<div><span style="font-family: 'Helvetica Neue'; font-size: small;"> </span></div>
</div>
<div>
<div><span style="font-family: 'Helvetica Neue'; font-size: small;">Agora o que me fez cair os bottons do Che Guevara foi a proposta da criação do Dia do Orgulho Hétero. Sim, nós héteros somos diariamente discriminados, submetidos à violência…por favor… Qual será o próximo passo? O grupo hétero vai exigir o direito de poder dar uns tapas num homossexual de vez em quando?</span></div>
</div>
<div>
<div><span style="font-family: 'Helvetica Neue'; font-size: small;"> </span></div>
</div>
<div>
<div><span style="font-family: 'Helvetica Neue'; font-size: small;">Esta proposta abriu um precedente e me deu uma idéia: Quero criar o Dia dos Sem Orgulho!!!</span></div>
</div>
<div>
<div><span style="font-family: 'Helvetica Neue'; font-size: small;">Pense bem, eu não tenho mais orgulho em pagar impostos nem de ver as noticias diárias.</span></div>
</div>
<div>
<div><span style="font-family: 'Helvetica Neue'; font-size: small;">Não tenho mais orgulho de ver tanta visão distorcida de fatos e de exageros politicamente corretos, uma vez que mudam as expressões e os problemas permanecem.</span></div>
</div>
<div>
<div><span style="font-family: 'Helvetica Neue'; font-size: small;">Meu orgulho se escondeu de vergonha quando os deputados aumentaram os próprios salários e depois quiseram processar um músico que os criticou com um rap. Orgullho de salário só os políticos têm. Não consigo ter orgulho da proliferação de subcelebridades que aparecem como artistas cujo único talento é ter uma bela bunda e a capacidade de movimentá-la. Não tenho orgulho em convidar um amigo para visitar minha cidade, pois ele vai cair em um dos muitos buracos que temos como cartão de visitas.</span></div>
</div>
<div>
<div><span style="font-family: 'Helvetica Neue'; font-size: small;"> </span></div>
</div>
<div>
<div><span style="font-family: 'Helvetica Neue'; font-size: small;">Existem ainda alguns motivos para se orgulhar, eu sei, e é em favor desta minoria que quero um dia para lembrar, valorizar e fazê-los crescer, pode ser o dia Primeiro de Abril, não me importo.</span></div>
<div><span style="font-family: 'Helvetica Neue'; font-size: small;"><br />
</span></div>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Informo com pesar: Meu amigo buraco morreu afogado.</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 23:32:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[A água é implacável, sem ela não vivemos, mas se lhe tiramos o sagrado direito de ir e ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_686" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><a href="http://kauer.com.br/blogkauer/wp-content/uploads/Dead-hole_post.jpg"><img class="size-full wp-image-686" title="Dead-hole_post" src="http://kauer.com.br/blogkauer/wp-content/uploads/Dead-hole_post.jpg" alt="" width="600" height="414" /></a><p class="wp-caption-text">Última homenagem ao meu amigo buraco.</p></div>
<p>A água é implacável, sem ela não vivemos, mas se lhe tiramos o sagrado direito de ir e vir, conheceremos sua fúria. Sem ela não existiríamos, ela nos deu a vida e a mantém. Como negar-lhe o direito de tirar uma ou outra vida de vez em quando, quando lhe faltam com o devido respeito?</p>
<p>Como uma deusa ela é, pode e faz, e quando uma ou muitas vidas se perdem no seu abraço sempre fica o pesar.</p>
<p>Conhecemos o poder deste elemento, mas insistimos em desafiá-lo, insistimos em aprisioná-la em dutos apertados demais, como se não tivéssemos a inteligência e a competência de fazer cálculos.</p>
<p>Insistimos em encher os tubos apertados com as tralhas que queremos ver longe dos olhos, então ela vem até nós fazer seu protesto, coisa que não fazemos com quem pagamos para fazer cálculos e dutos.</p>
<p>No último protesto das águas em nossa cidade, mais uma vez, comércio e residências, foram presenteados com lama e prejuízos. Interessante como as nuvens têm ofuscado facilmente o sol que nos guia.</p>
<p>Um dia depois da última enxurrada, como de costume, vinha para o trabalho e aguardava o tradicional &#8220;Bom dia&#8221; do meu amigo buraco, e agora também de sua numerosa prole, lindos bebês-buraco que nasciam em profusão.</p>
<p>Pensava comigo: &#8220;Este buraco é um garanhão!&#8221;</p>
<p>Ao me aproximar constatei com horror:</p>
<p>TODOS MORTOS!!</p>
<p>Jaziam apenas seus esqueletos côncavos, lavados de sua alma. Sem mais &#8220;bons dias&#8221; sem mais conversas profundas, sem mais filosofia. Suas presenças porém, continuam ali, num cemitério a céu aberto. Como sepultar um buraco?</p>
<p>Após passada a revolta decidi que a melhor homenagem aos meus amigos seria seguir seu exemplo: ser profundo.</p>
<p>Em vez de depositar-lhes flores mortas devo trazer seu legado à vida, filosofemos irmãos:</p>
<p>- Um buraco é uma ausência em um pedaço do caminho. O caminho não existe de fato, só há caminho se há alguém para andar. Andar é necessário para suprir nossas necessidades de sobrevivência. Sobreviver é um ato contínuo que repetimos impelidos por um instinto. Instinto é uma força natural que nos permitiu existir e que tentamos minimizar substituindo-o por algo mais nobre e divino, a inteligência. A inteligência é uma capacidade mental única, presente com maior evidência em humanos, nos permite raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair ideias, compreender ideias e linguagens, aprender, criar caminhos e desviar de buracos.</p>
<p>Chegamos nele de novo, o buraco, que significa ausência e vazio. Vazio que durante toda a vida buscamos preencher, seja o vazio do estômago, da solidão, das perguntas ou do sentido da vida.</p>
<p>Preencher vazios está na essência da história humana&#8230;peraí! Tudo que a gente é, toda a nossa capacidade se resume a tapar buracos? Então como ainda tem tantos pra tapar? Somos completamente incompetentes, tapamos um buraco abrindo outro, piada que somos.</p>
<p>Faz algum tempo que decidi não me estressar muito em buscar um sentido pra vida, o divertido está no caminho da busca.</p>
<p>Querer achar um sentido único pra vida é cavar buraco n&#8217;água&#8230;a água matou meu amigo buraco, ela se vingou, taparam os buracos por onde ela passava, deu nisso, inocentes sempre pagam.</p>
<p>Inverno vem aí, novas enxurradas. O que a gente faz quando alaga? Nada?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tem mil buracos nas ruas da minha cidade.</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Oct 2010 20:37:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[No meio do caminho tem mil buracos, tem mil buracos no meio do caminho. Carlos Drummond de Andrade que ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://kauer.com.br/blogkauer/wp-content/uploads/Buraco-yoda_post.jpg"><img class="size-full wp-image-560 alignnone" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; border: 10px solid black;" title="Buraco yoda_post" src="http://kauer.com.br/blogkauer/wp-content/uploads/Buraco-yoda_post.jpg" alt="" width="560" height="343" /></a></p>
<p>No meio do caminho tem mil buracos, tem mil buracos no meio do caminho.</p>
<p>Carlos Drummond de Andrade que me perdoe pela brincadeira com seus versos, mas como eu vivo na dita &#8220;cidade das artes&#8221; pelos nosso políticos locais, penso que eu tenha esta licença poética. Nos últimos anos tem se proliferado nas ruas da minha cidade, uma infinidade de buracos, o que me leva a filosofar:</p>
<p>Um buraco sempre é um mistério, seu significado simbólico é «a abertura para o desconhecido».<br />
Alice caiu em um buraco para chegar ao País das Maravilhas, Hitler e Saddam esconderam-se em buracos quando a coisa encrespou. Em tempos primevos, nós vivemos em buracos&#8230;Tesouros são escondidos em buracos!<br />
No plano do imaginário o buraco é mais rico em significado do que o simples vazio, é repleto de possibilidades daquilo que o preencheria ou o que passaria por sua abertura.<br />
E o fundo? que mistério maravilhoso é o fundo?<br />
Quando se pode dizer que aquele é o fundo de um buraco? Sempre se pode cavar mais, sendo o fundo um arremedo de infinito.<br />
Foi de um buraco aberto por uma machadada do deus Efestos no crânio de Zeus (sim os deuses greco-romanos viviam intensamente) que saiu a deusa da inteligência, Atena.<br />
O buraco pode ser considerado como «o caminho do parto natural da ideia».</p>
<p>Adoro buracos!</p>
<p>Tive a sacada na semana passada: Nossa cidade tá cheia de buracos porque é a cidade das artes, na verdade eles são uma grande instalação artística ao ar livre.<br />
Na Europa não tem isso!<br />
Com isso me veio outra ideia, temos que ser interativos com os buracos, não só eles com a gente. Vamos lançar a campanha «Adote um Buraco!»</p>
<p>Você pode por exemplo, decorar seu buraco, pode andar em sua volta e descobrir formas, depois pintar o buraco revelando a forma que estava escondida.<br />
Vejo um diariamente que tem a forma de um pato.<br />
Você pode decorar suas bordas desenhando flores ou outras formas, sempre tem um restinho de tinta na garagem, coloque seu lado artístico no buraco!<br />
Conversei com um pessoal no  Bairro Timbaúva que estão planejando assar um churrasco num buraco, isso que é convívio harmônico com as diferenças.</p>
<p>Eu passo (literalmente) por um todos os dias, há umas três semanas começamos a nos cumprimentar, anteontem ele me fez sinal para parar, baixei o vidro e ele falou:</p>
<p>&#8221; &#8211; Bom dia! Olha, tem um rasgo interno no seu pneu dianteiro esquerdo, é melhor ver isso!»</p>
<p>Agradeci e fui direto ao borracheiro, opinião de especialista não se discute.</p>
<p>Neste clima, já que estamos nos entendendo, eu e o buraco, resolvi dar minha contribuição para a campanha revelando um pouco mais da vida, dos anseios e, por que não, da intimidade deste cidadão montenegrino. Segue o agradável bate-papo que tive com meu profundo amigo:</p>
<p><em> Kauer:</em> Bom dia! Nos conhecemos de vista e ainda não sei seu nome.</p>
<p><em> Buraco:</em> Bom dia! Me chamo Aldo Orifício, muito prazer!</p>
<p><em> Kauer:</em> Sua família esta crescendo na cidade não é?</p>
<p><em> Buraco:</em> Nós os Orifícios somos pioneiros na cidade, mas hoje tem outras famílias como os Covas, os Tocas, os Furos, os Rombos e os Crateras, tudo gente boa!<br />
<em> Kauer:</em> Por que Montenegro?</p>
<p><em> Buraco:</em> Primeiro pela tranquilidade né? Aqui ninguém nos incomoda, não ficam nos tapando toda hora e quando fazem é com carinho. Depois<br />
tem o programa de incentivo aos buraco implantado na cidade, por conta de obras bem planejadas, estamos contentes, é a primeira cidade que nos acolhe com tanto carinho, acho que encontramos nosso habitat.</p>
<p><em> Kauer:</em> Você diria que esta é uma cidade como você nunca viu?</p>
<p><em> Buraco:</em> Com certeza!</p>
<p><em> Kauer: </em>O pessoal trata vocês bem por aqui?</p>
<p><em> Buraco:</em> Bah! O povo é gente fina! Diminuem a velocidade quando passam em cima da gente, estão sempre falando da gente. Tem uns que ficam horas nos admirando. Outro dia jogaram um carro inteiro dentro de um primo nosso, foi uma loucura! Ele saiu no jornal, ficou famoso. Agora você me entrevista, se continuar assim vamos ter um representante na política local logo logo.</p>
<p><em> Kauer:</em> E quais são o seus valores? Em que vocês acreditam?</p>
<p><em> Buraco:</em> Somos muito religiosos sabe, cremos no Grande Buraco Negro que tudo criou e para onde todos iremos no final. Queremos viver bem esta vida, crescer, multiplicar e sermos reconhecidos como um aspecto importante da vida, todos os seres vivos vem de um buraco, isso não é por acaso, isso é místico cara!</p>
<p><em> Kauer:</em> E política? Vocês apoiam algum candidato?</p>
<p><em> Buraco:</em> Olha, assim como vocês, nós já estamos tapados com a política e o políticos do país! Em época de eleição vem uns, tiram fotos nossas, nos filmam, fazem discurso sobre a gente, dizem que somos uma vergonha e blá-blá-blá. Daí vem o outro e nos tapa pra na verdade tapar a boca do adversário. Nós não queremos ser buracos-eleitorais, queremos ser reconhecidos pelo que somos. Os políticos não gostam da gente, a gente tenta se instalar na frente da prefeitura mas logo nos expulsam de lá!</p>
<p><em> Kauer:</em> Pra finalizar, uma mensagem para os leitores:</p>
<p><em> Buraco:</em> Lembrem-se: Um buraco mal-tapado ainda é um buraco. Sua essência está ali e será uma questão de tempo até ele se revelar novamente. A consciência e os valores morais de vocês humanos devem ser muito bem pavimentados e mantidos, senão nós surgiremos e seus caminhos morais serão tortuosos.</p>
<p><em> Kauer:</em> Muito profundo! Mas esta filosofia não depõe contra vocês?</p>
<p><em> Buraco: </em>Queremos nosso espaço, mas não na consciência de vocês.</p>
<p><em> Kauer:</em> Muito profundo&#8230;</p>
<p><em> Buraco:</em> Eu sei, o tempo está me fazendo cada vez mais profundo e sábio.</p>
<p><em> Kauer:</em> Bom, muito obrigado Seu Aldo, pela entrevista e pela lição de vida, nos vemos por aí!</p>
<p><em> Buraco:</em> Paz!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Corrupto é como droga.</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Oct 2010 21:16:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Charges]]></category>

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		<description><![CDATA[A corrupção vicia, se espalha, alcança todos os níveis sociais, tem as fórmulas antigas e tradicionais e, de ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A corrupção vicia, se espalha, alcança todos os níveis sociais, tem as fórmulas antigas e tradicionais e, de tempos em tempos, aparece uma versão mais tóxica e viciante. Será que tem tratamento pro usuário recreativo que começa «aceitando uma bolinha por fora» e pro usuário crônico que enche a cueca de dinheiro? Será que vale uma campanha com cartazes, anúncios e plásticos nos carros? Será que seria efetivo um monte de gente ficar por aí assumindo que «Somos todos contra a corrupção» enquanto ela continua como um mal sistêmico que é combatido com muitas palavras e poucas ações? Não seria este monte de «contras» uma piada pros fornecedores dos «produtos»? Quanto tempo vai demorar para que a célula individual da sociedade tenha consciência de que o seu «barato» alimenta o câncer social? Quanto tempo vai demorar para que os recursos saiam das cuecas e venham para investimentos em tratamento, prevenção e educação? Como pode, a célula ir matando aos poucos o corpo em que vive?      Perguntas, perguntas&#8230;eu tenho que perder esse vício&#8230;</p>
<p>UMA SOCIEDADE COM VÍCIOS ELEGE SEUS LÍDERES SOB SUA ÉGIDE.<br />
A CÉLULA QUE É CONIVENTE COM O ERRO DISSEMINA UM VÍCIO COMO SE VIRTUDE FOSSE.<br />
EM UM CÉREBRO QUALQUER, LÁ NUM HIPOTÁLAMO QUALQUER, TEM UM REI QUE QUER PRAZER.<br />
SE O PRAZER DESTE REI FOR PERNICIOSO AO TODO E O TODO FOR SEU CÚMPLICE&#8230;</p>
<p><a href="http://kauer.com.br/blogkauer/wp-content/uploads/Vox_diabete_low1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-571" title="Vox_diabete_low" src="http://kauer.com.br/blogkauer/wp-content/uploads/Vox_diabete_low1.jpg" alt="" width="576" height="778" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Candidatos a venda</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Oct 2010 20:33:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma campanha publicitária para &#8220;vender&#8221; um político tem muitas semelhanças com uma campanha para vender um produto, mas ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignnone" style="width: 480px"><img class="ngg-singlepic ngg-left   " style="margin-top: 5px; margin-bottom: 5px;" src="http://kauer.com.br/blogkauer/wp-content/gallery/slider-images/senado-brasileiro-povo.jpg" alt="senado-brasileiro-povo" width="470" height="190" /><p class="wp-caption-text">Detalhe da charge de Gerson Kauer enviada ao senado em 2009</p></div>
<p>Uma campanha publicitária para &#8220;vender&#8221; um político tem muitas semelhanças com uma campanha para vender um produto, mas tem um aspecto em particular, que é injusto: <strong>A devolução.</strong></p>
<p>Quando se anuncia um produto a imagem que aparece é a embalagem, o rótulo e todo o conceito criado em sua volta.<br />
Quando se anuncia um candidato a imagem dele, o rótulo criado para ele, é o que aparece, junto com o conceito criado em sua volta.<br />
Se você foi seduzido pela propaganda de um produto e o compra, irá comprovar se ele é bom ou adequado para você no primeiro uso, se não for, não compra mais ou em casos mais extremos, reclama, devolve e denuncia a má propaganda ao <a title="CONAR" href="http://www.conar.org.br/" target="_blank">CONAR</a>.</p>
<p>Mas se você foi seduzido pela propaganda, pelo rótulo e pelo conceito do anúncio do candidato, vota nele e depois vê que ele não era o &#8220;produto&#8221; adequado, não vai conseguir devolver sem um esforço hercúleo.</p>
<p>Como saber se o &#8220;produto&#8221; é bom antes de usar?  Com pesquisa, com memória e com investigação antes da escolha. Dá trabalho? Sim, mas dá mais trabalho devolver, neste caso. Além disso, quando você vai comprar um uma TV, um computador, um carro ou outro bem você pesquisa antes, correto? Com candidato também é assim, tem que pesquisar muito antes de escolher.</p>
<p>Quando o produto eleito não presta você pode reclamar e espernear, tem este direito constitucional (lindo isso), mas pouco adianta. Se você juntar muita gente, fazer muito barulho, chamar a atenção da mídia, é possível que consiga bom resultado, mas você não tem tempo pra isso, tem que sobreviver.<br />
Você também pode aguentar o &#8220;produto&#8221; até ele acabar, o que é muito comum, mas convenhamos, é muito caro para a sociedade, você não sente, mas é caro.</p>
<p>O melhor então ainda é detectar antecipadamente se o produto é ruim, e ir aos poucos &#8220;errando menos&#8221; já que acertar mesmo está difícil. Sendo assim, me proponho a contribuir com algumas dicas para facilitar a escolha.</p>
<p>Uma das peças publicitárias do &#8220;produto Candidato&#8221; é o discurso. Ele sempre é muito bonito e bem intencionado, mas muitas vezes não o entendemos ou ficamos com a sensação de que &#8220;O cara falou bonito, mas eu não sei bem o que ele disse&#8230;»</p>
<p>Abaixo eu cito algumas expressões comuns em discursos e sua tradução, fique atento nas campanhas:<br />
<strong> &#8221; Nós&#8221;</strong> &#8211; Chama-se tecnicamente de &#8220;Plural Majestático&#8221; &#8211; Pra não parecer que está sozinho ou que toma as decisões sem consultar as bases, ou ainda, pra parecer que há um grande grupo de técnicos e estudiosos dando suporte às ideias do partido fala-se &#8220;Nós&#8221; e não &#8220;EU&#8221;.<br />
É um &#8220;Eu &#8221; politicamente correto. Uma vantagem do &#8220;Nós&#8221; é quando o &#8220;produto&#8221; faz cagada, daí a responsabilidade não é &#8220;DELE&#8221; é &#8220;DELES&#8221;. Plural salvador em muitos casos.</p>
<p><strong> &#8220;  Estamos fazendo um grande esforço para&#8230;&#8221;</strong> = &#8220;Não está pronto e não faço a mínima ideia de quando estará.»<br />
Todo político sempre está fazendo um grande esforço para alguma coisa que não vai cumprir no mandato. Normalmente quando se re-candidata ou concorre a outro cargo ele responde às críticas com uma variação desta expressão:<br />
<strong> &#8220;Apesar dos nossos esforços o projeto não foi concluído pois não conseguimos apoio necessário&#8230;&#8221;</strong> ou seja:&#8221;A culpa é dos outros que não aceitaram fazer conchavos com a gente.&#8221;  Normalmente esta culpa é de algum partido que não está na coligação atual do discursador.</p>
<p><strong>&#8221; Estamos engajados nesta luta&#8230;&#8221;</strong> =  &#8220;Não posso dizer claramente que apoio ou não apoio para não perder votos.&#8221;</p>
<p>Via de regra esta expressão vem seguida de algo como:<br />
<strong> «Precisamos analisar melhor o escopo da proposta e fazer ajustes necessários&#8230;&#8221;</strong> Sabe o que quer dizer isso? &#8220;O projeto é ruim pra gente, só aprovamos se mudarmos tudo de modo que nos beneficie.&#8221;<br />
« Esta situação é inconcebível, nós vamos acabar com isso!&#8221;  = &#8221; O cara que tá no poder não é dos meus, então vou criticar tudo que ele não arrumou.&#8221;</p>
<p><strong> &#8221; Já fizemos bastante, mas temos que fazer ainda mais&#8230;&#8221; </strong>=  &#8220;O cara que tá no poder é dos meus ou sou eu, então vou fazer de conta que algo foi feito, mas não posso dizer que ficou pronto porque tá todo mundo vendo.&#8221;</p>
<p><strong> &#8221; Há uma campanha difamatória contra nós&#8230;&#8221;</strong> = &#8220;Algum idiota (ou vários) do meu partido deixou furo e estamos tratando de abafar.&#8221;<br />
Esta não precisa comentários adicionais.</p>
<p><strong> &#8221; Se houve algum deslize vamos investigar e punir os responsáveis&#8230;&#8221; </strong> (Percebeu o &#8220;Se&#8221; houve?) =  &#8220;Algum idiota do meu partido deixou furo e estamos tratando de abafar.&#8221;</p>
<p><strong> &#8221; Não estou a par dos fatos&#8230;&#8221;</strong> = &#8220;Ainda não consegui inventar uma desculpa razoável.&#8221;</p>
<p><strong> « Vou consultar as minhas bases para tomarmos a decisão mais acertada.&#8221;</strong> =  &#8220;Eu não mando nada, não decido nada, tenho que ver o que os caras que me patrocinam querem que eu diga.»</p>
<p><strong> &#8221; Analisei melhor e repensei minha opinião.&#8221;</strong> = &#8220;Recebi um puxão de orelha porque falei sem consultar os caras que me patrocinam.&#8221;<br />
<strong> « Vamos mudar este país!&#8221;</strong> (ou este estado, ou município). Esta frase não  significa absolutamente nada, é falada quando os cabos eleitorais estão em pré-êxtase, após a ouvirem eles explodem em um orgasmo coletivo. Via de regra o resto do povo vai junto na empolgação, brasileiro adora suruba.<br />
Esta frase tem muitas variações: &#8221; Vamos renovar este país!&#8221;, &#8221; Nunca antes visto na história&#8230;&#8221;, &#8220;  Você nunca viu&#8230;&#8221;</p>
<p>E finalmente a expressão da moda:</p>
<p><strong>&#8221; Não sei de nada!&#8221;</strong> = &#8221; Eu sei tudo, eu sabia de tudo, mas se admitir eu tô f&#8230;..&#8221;</p>
<p>Pra finalizar eu quero dar uma outra dica prática para a escolha de um candidato.<br />
Sim, existe alguns bons por aí, mas os ruins ficam na mesma prateleira e tem embalagens tão bonitas, daí fica difícil, eu sei. Então em vez de escolher o cara porque ele é parente, porque é bonito, porque &#8220;precisa&#8221;, porque fala bem, porque me deu um caminhão de aterro, porque a campanha foi mais bonita que a dos outros, porque vai me dar uma &#8220;boquinha&#8221;&#8230;.faça o seguinte:<br />
Imagine que você economizou toda a sua vida pra montar um negócio, um mini-mercado, um boteco ou uma fábrica e precisa de um gerente.<br />
Este gerente vai representar você, vai tomar decisões, fazer compras, vai mexer com seu dinheiro, contabilizar seus lucros enquanto você se dedica a fazer o seu empreendimento crescer. Você daria seu empreendimento, seu dinheiro e seu sonho pra este moço em quem você vai votar? Não? Então procure outro.</p>
<p>E finalmente, políticos são pessoas como nós, cheias de falhas e tentações, vivendo em um ambiente sedutor e cheio de &#8220;facilidades&#8221;.<br />
Quantas vezes nós mentimos, distorcemos, enganamos e tiramos pequenas vantagens? Se um dia formos políticos não tiraremos &#8220;grandes vantagens&#8221;?<br />
A mudança que tanto queremos começa por nós, os nossos valores e ideias irão passar para nossos filhos. Se aceitamos o caminhão de aterro em troca de um voto como cobraremos do nosso político a &#8220;venda&#8221; de sua candidatura? A classe política que está aí não é uma imagem saturada de nós mesmos?<br />
Quando tivermos mais eleitores com valores dignos do que eleitores com valores duvidosos começaremos a real mudança.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Coisas grandes, muito grandes e embasbacantemente grandes.</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 21:47:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Mil segundos = 16,6 minutos Um milhão de segundos = 11 dias e meio Um bilhão de segundos ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Mil segundos = 16,6 minutos<br />
Um milhão de segundos = 11 dias e meio<br />
Um bilhão de segundos = 32 anos</strong></p>
<p><strong>Se você gastar um real a cada segundo, você termina com um milhão de reais em 11 dias e meio.</p>
<p>Se o nosso Sol fosse do tamanho de uma bola de basquete, a Terra seria do tamanho de uma ervilha.</p>
<p>A super-gigante estrela Antares distante 600 anos-luz da Terra, é 700 vezes maior que nosso sol e brilha 10 mil vezes mais forte. Se Antares fosse do tamannho de uma bola de basquete, nosso Sol seria um ponto de lápis. E a Terra? Visualmente não existiria.</p>
<p>Comparativamente, se o tempo de existência do nosso planeta fosse de um ano, o tempo de existência do ser humano no planeta seria de 1 segundo.<br />
(Terra = 4,5 Bilhões de anos X Homo Sapiens = 200 mil anos)</p>
<p>A velocidade da luz é aproximadamente 300.000 quilômetros por SEGUNDO, ou seja, enquanto você fala «Um Jacaré» a luz já está lá na P.Q.P.</p>
<p>«O Universo é uma esfera infinita cujo centro está em toda parte e a circunferência em parte nenhuma.»<br />
Blaise Pascal</p>
<p></strong></p>
<p><strong>Segundo Thomas Hobbes «Não concebemos o infinito, apenas concebemos nossa incapacidade de concebê-lo.»<br />
Na nossa cabeça não cabe o infinito mas imaginamos que ele é «o cara» do mundo das coisas grandes pois tudo nele cabe.</strong></p>
<p>Toda vez que olho um documentário sobre o espaço, o tempo e estas coisas que são SupermothafuckerPowerRangers-grandes, sinto-me tão, mas tãão pequeno e insignificante, que só mesmo o pensamento para me trazer de volta. Afinal de contas, com ele, o pensamento, eu fui nos confins do infinito e voltei para meu grão. O pensar e o imaginar são passagens, bilhetes, que nos garantem trânsito entre o saber e a loucura, por isso é sempre bom conhecer cada vez mais o caminho de volta.</p>
<p>Quando adolescente eu fui atormentado por um sonho recorrente, era assim: Eu estava só em um mundo vazio, liso e polido como aço. O Horizonte numa linha reta perfeita encontrava o infinito perfeito e tudo era estável e firme.<br />
Mas a estabilidade dependia só de mim, a medida que meu pensamento começava a me trair, eu começava a analisar e questionar aquele mundo perfeito, tudo começava a se contorcer e amassar, sob uma pressão invisível e titânica.<br />
Eu me apavorava e aí é que a concentração ia pro brejo (que não existia no meu mundo) e tudo acabava sendo destruído e eu junto. Acordava em pânico, isso durou bom tempo.<br />
Eu não tinha dinheiro pra psicanálise, tampouco meus pais, em suas humildes vidas, nem dinheiro nem a compreensão destas afecções do espírito.<br />
Aos poucos o sonho me deixou, juntamente<br />
com várias «certezas» impostas por repetições, credos e tradições.<br />
Fui me virando com as leituras e discussões com um punhado de amigos, comecei a manter as certezas sob sabatina permanente e fiz as pazes com as dúvidas. Santo remédio.<br />
Segundo os gregos «é no espanto que o pensamento começa».<br />
E como tenho me espantado! Com as grandezas do universo e com as pequenezas humanas, com o que existe e com o que poderia existir, com a subserviência às certezas nos olhos do velhos, com a vitalidade da curiosidade nos olhos do meu filho e com a energia renovadora da aventura nas decisões de minha filha.<br />
Me espanto também de como é fácil nos convencer de que devemos buscar a rotina, escolher uma verdade como ideal de vida e acabar com os questionamentos para finalmente viver «em paz». O caos nos mantém vivos e nos afastamos dele desesperadamente. Não queremos viver por muito tempo, só queremos ir morrendo o mais devagar possível.</p>
<p>Temos a esperança de ganhar na Mega Sena pra não fazer mais nada&#8230;se ganhar aí é que tem que fazer mais ainda.<br />
A propósito, a chance de acertar os 6 números com o jogo mais simples é de uma para 50.063.860 (cinquenta milhões sessenta e três mil oitocentos e sessenta) ou 0,000002%.<br />
Mas alguém ganha então temos esperança, só que milhões de jogadores não ganharam e o incrível é que este número não abala a esperança, ela é, portanto, mais uma destas coisas grandes que me impressionam no universo, como a estrela Antares ou o próprio infinito.<br />
A palavra esperança sempre me soou como um «coletivo de esperas» e esperar sem nada fazer é&#8230;esperar sem nada fazer.<br />
«Quem espera sempre alcança» é uma das pseudo-verdades repetidas à exaustão que exorcizei no passado.<br />
Quem espera sempre cansa.<br />
Bom, após viajar na maionese universal é hora de tomar o trem de volta ao mundano, e nada melhor do que finalizar a viagem com Nietszche: « O homem é uma ponte entre o animal e o além-do-homem.» Temos instintos animais, corpo e existência finitos, e dentro deste corpo frágil que não nos permite suportar intempéries, temos aprisionado o pensar que nos eleva a condição de deuses. Nem sempre onde a mente quer ir o corpo pode levar, daí ela vai sozinha mesmo.<br />
Quando o ser humano ficou pronto, alguém lá no além deve ter se indignado ao ver o resultado:<br />
«- Quem foi o idiota que instalou a mente de deus num corpo de macaco? Tão de sacanagem pô!»<br />
Diante da grandeza de tudo que nos cerca podemos até nos sentir insignificantes, mas somos mundos à parte e é um pecado mortal ter apenas certezas, porque o que nos faz evoluir não são as respostas, são as perguntas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Aproveite bem este verao pois so temos mais dois.</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 19:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[É! O mundo vai acabar em 2012, o negócio é ir aproveitando a vida, a praia, os amores ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><img class="size-full wp-image-482 aligncenter" title="FIM DO MUNDO" src="http://kauer.com.br/blogkauer/wp-content/uploads/FIM-DO-MUNDO.jpg" alt="FIM DO MUNDO" width="550" height="317" /></p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">É! O mundo vai acabar em 2012, o negócio é ir aproveitando a vida, a praia, os amores e os amigos pois tudo isso vai acabar em tsunamis, furacões e outros efeitos especiais divinos. Olhem o que eu achei num blog chamado<a href="http://seguraosgura.blogspot.com" target="_blank"> «me segura»</a><a href="http://seguraosgura.blogspot.com/"></a>:</p>
<p><em><strong>Quantas vezes o mundo já acabou?</strong><br />
Fins do mundo, do ano 1000 a 2033.</em></p>
<p><em><strong>1000</strong> &#8211; Teóricos do Apocalipse – Não deu certo passaram para 1033.<br />
<strong>1033</strong> &#8211; Teóricos do Apocalipse – Também não funcionou.<br />
<strong>1524</strong> &#8211; Astrólogos – 1º de Fevereiro. Início com a Inundação de Londres. Nem choveu.<br />
<strong>1533</strong> &#8211; Melchior Hoffmann – Profeta Anatatista – Foi preso e morreu na cadeia.<br />
<strong>1537</strong> &#8211; Pierre Turrel – Astrólogo. Nada aconteceu. Transferiu para 1544.<br />
<strong>1544</strong> &#8211; Pierre Turrel – Astrólogo, Nada aconteceu. Transferiu para 1801 ou 1814.<br />
<strong>1624</strong> &#8211; Mesmos Astrólogos de 1524, passaram para 100 anos depois. Nada aconteceu.<br />
<strong>1648</strong> &#8211; Sabatai Zevi – Judeus. Nada aconteceu. Mudou para 1666.<br />
<strong>1666</strong> &#8211; Sabatai Zevi – Judeus. Nada aconteceu.<br />
<strong>1736</strong> &#8211; Wiliam Whiston – Teólogo inglês – 13 de Outubro em Londres. Nem choveu.<br />
<strong>1801</strong> &#8211; Astrólogos – Nada aconteceu.<br />
<strong>1814</strong> &#8211; Astrólogos – Nada aconteceu.<br />
<strong>1843</strong> &#8211; William Miller – Adventista – 3 de Abril. Nada Aconteceu.<br />
<strong>1843</strong> &#8211; William Miler – Adventista – Transferiu para 7 de Junho. Nada aconteceu.<br />
<strong>1843</strong> &#8211; William Miller – Adventista – Nada aconteceu. Transferiu para 21 de Março de 1844.<br />
<strong>1844</strong> &#8211; William Miller – Adventista – Nada aconteceu. Transferiu para 22 de Outubro.<br />
<strong>1844</strong> &#8211; William Miller – Adventista – Em 22 de Outubro nada aconteceu. Morreu desacreditado.<br />
<strong>1874</strong> &#8211; Testemunhas de Jeová – Nada aconteceu e transferiram para 1914.<br />
<strong>1881</strong> &#8211; Egiptólogos &#8211; Nada aconteceu. Refizeram os cálculos para 1936.<br />
<strong>1914</strong> &#8211; Testemunhas de Jeová &#8211; Nada aconteceu. Transferiram para 1975.<br />
<strong>1936</strong> &#8211; Egiptólogos – Nada aconteceu. Refizeram os cálculos para 1953.<br />
<strong>1939</strong> &#8211; Ninguém tinha previsto nada. Iniciou a mais sanguinária guerra de todos os tempos.<br />
<strong>1953</strong> &#8211; Egiptólogos – Nada aconteceu como anteriormente.<br />
<strong>1975</strong> &#8211; Testemunhas de Jeová – Nada aconteceu como nas vezes anteriores.<br />
<strong>1980</strong> &#8211; Um presságio árabe previa a conjunção de Saturno com Júpiter. Nada aconteceu.<br />
<strong>1982</strong> &#8211; Astrônomos previam um cataclismo para 10 de Março. Nada aconteceu.<br />
<strong>1999</strong> &#8211; Nostradamus previa o fim do mundo para 11 de Agosto. Nada aconteceu.<br />
<strong>2000</strong> &#8211; Teóricos do Apocalipse – 2000 anos depois do nascimento de Cristo.<br />
<strong>2012</strong> &#8211; Teoria Maia &#8211; Alinhamento planetário e uma inversão de pólos, após um grande tsunami.<br />
<strong>2033</strong> &#8211; Teóricos do Apocalipse – Transferiam para 2000 anos depois da morte de Cristo. </em></p>
<p>Bom, um dia alguém acerta, nosso sol se expandirá e depois se extiguirá em alguns bilhões de anos, isto é científico, tá lá na<a href="http://www.discoverybrasil.com/guia_espacio/estrellas/sol/index.shtml" target="_blank"> Discovery</a></p>
<p>Também podemos ser atingidos por um meteoro «de surpresa» de modo que a turma do Bruce Willis não tenha tempo de ir lá no espaço explodir ele pra nós. O que me impressiona na lista de fins de mundo aí de cima são as «transferências». Que poder este pessoal têm ein?</p>
<p>«- Bem, nós refizemos uns cálculos aqui e achamos por bem transferir o fim do mundo para&#8230;»</p>
<p>O fim do mundo para mim é o fato de ter gente que ainda dá crédito a paranóias como estas, sem base, sem fatos, sem estudo sério.<br />
Mas falando em estudo sério e fim do mundo, e o aquecimento global ein? Que coisa né?  Será que desta vez o mundo acaba?<br />
Se «todo mundo» está falando nisso deve ser verdade. Apareceu até no fantástico que nós, seres humanos estamos destruindo e aquecendo o planeta.  E outra, nós os países em desenvolvimento como Brasil e índia devemos «tomar muito cuidado com nosso crescimento industrial» porque nós vamos acabar com o mundo.<br />
Convenhamos! Os EUA são responsáveis pela maior parte das emissões mas não abrem mão de andar em suas picapes e se recusam a assinar tratados de redução de emissões. Nós que estamos desenvolvendo combustível limpo, a base vegetais que não são base para alimento, nós que temos espaço para plantar, temos a maior floresta do mundo com potencial para pesquisa e exploração sustentável temos que refrear nosso desenvolvimento porque vamos acabar com o mundo.<br />
Paranóia! Embuste! Uma vergonhosa campanha publicitária mundial com objetivos políticos e não científicos. O mais vergonhoso é ver a mídia indo nessa onda sem questionar, ou por interesse ou por estupidez. Abaixo vou «copiar e colar» da internet alguns trechos de textos que falam bem melhor do que eu sobre isso.<br />
Aconselho a você, leitor consciente a acessar o site: «<a href="http://www.midiasemmascara.org/artigos/ambientalismo.html" target="_blank">midiasemmascara.org</a>» e começar por aí a ter pelo menos um contraponto para não ser enganado tão facilmente.<br />
Leia trechos de alguns dos artigos:<br />
<em><strong> </strong></em></p>
<p><em><strong>Novo documentário expõe farsas do filme de Al Gore</strong><br />
James Tillman | 19 Outubro 2009</em></p>
<p><em>WASHINGTON, DC, EUA, 16 de outubro de 2009 (Notícias Pró-Família) &#8211; Os alarmistas do aquecimento global estão cada vez mais sendo desafiados, pois suas predições não estão se cumprindo e suas teorias estão sendo questionadas por muitas pessoas em vários países. Num novo documentário &#8220;Not Evil Just Wrong&#8221; (Não pérfido, mas apenas errado), estreando em 27 países neste domingo, 18, dois cineastas irlandeses lidam com o que chamam de &#8220;alarmismo cínico&#8221; de Al Gore e a ameaça &#8220;que ele e outros radicais da mudança climática estão representando para nossa liberdade, nossa subsistência e o futuro da nossa nação&#8221;.</em></p>
<p><em>&#8220;Os alarmistas do aquecimento global querem que as pessoas acreditem que os seres humanos estão matando o planeta&#8221;, declara uma sinopse do filme. &#8220;Mas Not Evil Just Wrong, um novo documentário produzido por Phelim McAleer e Ann McElhinney, prova que as únicas ameaças aos EUA (e o resto do mundo) são a ciência falha e a retórica de Al Gore e seus aliados do radicalismo ambientalista, os quais fazem parecer que o mundo todo está acabando&#8230;</em></p>
<p><em><strong>O debate do clima não merece editoriais apocalípticos</strong><br />
Eugênio Hackbart | 15 Dezembro 2009</em></p>
<p><em>&#8230;É uma falácia que os últimos 11 anos foram os 14 mais quentes já registrados. Trata-se de um absurdo científico, considerando que o planeta já experimentou no passado fases de temperatura incrivelmente mais elevadas. Os níveis de CO2 nos últimos 50 anos aumentaram 50 ppm (partes por milhão) na última metade de século, alcançando hoje ao redor de 388 ppm, mas o planeta já passou por épocas em que os níveis de CO2 chegaram a 5 mil ppm. Nos Estados Unidos, que possuem uma base de dados mais completa e atualizada que a brasileira, os anos mais quentes do último século ocorreram na década de 30. Os recordes de calor do Rio Grande do Sul de 1917 e 1943 seguem até hoje intocados.<br />
O Ártico, realmente, perdeu massa de gelo nos últimos anos, apesar do degelo em 2009 e 2008 ter sido menor do que em 2007. Da mesma forma que o Ártico, também entre as décadas de 20 e 30, experimentou um período de perda de massa de gelo&#8230;</em></p>
<p><em><strong>A mãe de todas as fraudes</strong><br />
Olavo de Carvalho | 04 Dezembro 2009</em></p>
<p><em>&#8230;dois hackers invadiram o servidor da Universidade de East Anglia e copiaram e-mails nos quais eminentes cientistas revelavam ter apelado às trapaças mais abjetas para impingir ao mundo a balela do &#8220;aquecimento global&#8221; e as legislações draconianas alegadamente destinadas a &#8220;salvar o planeta&#8221; desse mal fantasmagórico&#8230;</em></p>
<p>Quer um conselho para o SEU mundo intelectual não acabar? Desligue a TV, coloque a música «E o mundo não se acabou» de Assis Valente, interpretada pelo Ney Matogrosso ou pela Adriana Calcanhoto, visite os sites que indiquei, leia bastante, visite blogs, saia da mídia tradicional. Caso contrário, até 2012 um tsunami pode varrer seu<br />
cérebro.</p>
<p><object style="width: 425px; height: 350px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/lRbMi07m2gI" /><embed style="width: 425px; height: 350px;" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/lRbMi07m2gI"></embed></object></p>
<hr size="4" />
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O cérebro ficou obsoleto, hoje basta ter bunda!</title>
		<link>http://kauer.com.br/blogkauer/2009/12/08/o-cerebro-ficou-obsoleto-hoje-basta-ter-bunda/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 16:54:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Final de ano, época de reflexão, momento de repensar valores&#8230; Fazem séculos que pelo menos uma vez por ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-477 aligncenter" title="butthead" src="http://kauer.com.br/blogkauer/wp-content/uploads/butthead.jpg" alt="butthead" width="360" height="440" /></p>
<p style="text-align: left;">Final de ano, época de reflexão, momento de repensar valores&#8230;<br />
Fazem séculos que pelo menos uma vez por ano a gente repensa os valores e eles estão cada vez mais fúteis. Desconfio que estamos fazendo alguma coisa errada!<br />
A síndrome da celebridade instantânea profetizada por Andy Warhol  chegou com força ao Brasil como chegaram as festas de Halloween com suas bruxas e &#8220;jack o&#8217;lanterns&#8221; substituindo nossos Sacis-Pererês e Boitatás. Ser celebridade é o valor da moda, bruxas, lobos, múmias e donzelas, todos querem seu lugar ao sol midiático. Se for preciso comer a vovozinha, tudo bem!<br />
Nos EUA pra ficar famoso vale tudo, uma das últimas foi o «Ballon Boy» que movimentou imprensa e equipes de socorro atrás de um balão de hélio onde supostamente um garoto de seis anos estaria preso e em risco de vida. O Twitter explodiu em tuitadas sobre o assunto, a CNN, sites, jornais, todos voltaram os olhos para o assunto para depois saber que a família do garoto era dessas viciadas em mídia e que tudo foi uma armação.</p>
<p style="text-align: left;">A mídia é um animal faminto, alguém tem que lhe dar de comer, para isso vale tudo, tentativa de suicídio, fiasco, engodos e a especialidade brasileira: Bundas!<br />
Este ícone brasileiro está na mídia faz tempo, primeiro era artigo de revistas especializadas, bundas famosas do «grand monde», vieram os Big Brothers com bundas que levaram suas proprietárias á fama, depois ela virou produto de «consumo» e começou a se popularizar na feira com as mulheres-hortifruti e, finalmente, com o advento do YouTube qualquer bunda pode ter sua glória.<br />
Teve aquela professora que foi dançar no palco a «atoladinha» ou «enfiadinha»&#8230;sei lá. No vídeo dá para ver que ela está lá pra ser «Youtubada» mesmo, suas nádegas navegam sem pudor fornecendo farta exposição às lentes dos inúmeros celulares e câmeras digitais. Claro que os dedos ágeis do vocalista da banda navegaram mais&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Agora veio a Geysi com sua micro-saia rosa, ganhou uma expulsão, uma revogação de expulsão  e provavelmente um «ensaio» fotográfico sem a micro-saia. Alguém me contou que ela já esta fazendo ponta em programas de humor que não assisto, era de se esperar.<br />
Não vou entrar no mérito da atitude neocareta da turba de colegas da moça, ela exagerou e o<br />
bando de estudantes exagerou mais.</p>
<p style="text-align: left;">O que me chamou atenção foi o depoimento de um estudante que estava lá e presenciou<br />
o episódio desde o início. Este depoimento veio do site do <a title="Site do Luciano Pires" href="http://www.lucianopires.com.br/" target="_blank">Luciano Pires</a> em um dos fóruns de discussão que ele mantem. Entre outras coisas o estudante diz:<br />
<em>«A moça ainda não havia começado a subir a rampa quando alguém parou toda a universidade<br />
com um “fiu fiu” que ecoou para todos ouvirem bem. Voltamos os olhares para a causa de tanto entusiasmo. Nessa hora todos que lá estavam puderam ver uma moça loira com um micro vestido pink que a essa altura quase mostrava suas partes íntimas. Sim meus caros, ela pode vestir o que quiser e sim, ela tem um belo corpo que pode ser mostrado e apreciado com o consenso de todos.<br />
A final, outras meninas também usam roupas curtas na Universidade.<br />
Alguém ai já parou para pensar por que somente o vestido da Geisy causou tanto estrago? Sabe o que a diferencia das outras meninas que gostam de usar roupas curtas? COMPORTAMENTO e OBJETIVO<br />
A Geisy ao ouvir o tal “fiu fiu” iniciou um verdadeiro “desfile” rampa acima com direito a subidinha do vestido que a essa altura já mostrava sim tudo o que se queria ver.<br />
Conforme as manifestações aumentavam ela teve diversas vezes a “escolha” evitar a continuação do tumulto. Mas ao invés disso ela provocou mais:<br />
- Andou pelo lado da rampa onde poderia ser vista melhor por todos.<br />
- Subiu todas as rampas quando poderia ter escolhido as escadas.<br />
Alguém ai perguntou “ninguém salvou a coitada da garota?” &#8230; sinceramente?!! &#8230; Ela não parecida querer ser salva!!! Estava desfrutando dos seus minutos de fama&#8230;»</em></p>
<p style="text-align: left;">E por aí vai o depoimento do estudante.</p>
<p style="text-align: left;">Não tenho nada contra nádegas a mostra, nem contra bom-senso, este é um nobre valor para a vida em sociedade e àquela é uma bela obra da natureza, cada qual no seu momento. O que acontece hoje é que o bom-senso e outros valores nobres estão dando lugar à fama instantânea, nada mais importa além dos holofotes.<br />
A banalização é a regra, as mulheres são desvalorizadas em letras de funks estridentes e desafinados, a música «popular» se torna cada vez mais pobre, a TV prolifera programas de auditório e realities onde a picuinha, a intriga e as bundas, sim elas, são o enredo principal. Sim, nas novelas, realities e no carnaval mostram-se bundas e toda sua vizinhança, a Geysi pensou: «Por que não na facul né?»<br />
Mas se a mídia é este animal faminto, porque ela gosta tanto de carniça e tão pouco de filé? Porque o filé é caro? Pior que o filé cultural não é caro e a carniça é, quer ver?</p>
<p style="text-align: left;">O conceito original de «Popular» é aquilo ao qual o povo têm acesso, ou seja, de graça ou quase. Se procurarmos existem muitas opções de exposições, apresentações, teatro e manifestações culturais sem custo ou com valor muito acessível.</p>
<p style="text-align: left;">(Tem um podcast do programa <a title="Podcast Café Brasil" href="http://www.lucianopires.com.br/cafebrasil/podcast/" target="_blank">Café Brasil</a>, tambem do Luciano Pires, que fala disso, é o programa &#8220;O que é popular&#8221;).</p>
<p style="text-align: left;">Mas procurar dá trabalho, ir no centro, pegar ônibus&#8230; se fosse carnaval ou showmício tudo bem&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Na minha cidade, que não é um grande centro tem a Fundarte, o SESC, o Grupo Rua dos Cataventos, o Espaço Vida Unimed e os escassos bares com nossos talentos musicais são exemplos disso, só para citar alguns. Mas isso não é popular, isso é para pessoas com «gosto refina do» para os «metidos a intelectuais».<br />
Popular mesmo é pagar mais de R$ 30,00 por um CD do Bonde do Funk Histérico, claro, tem a versão genérica no camelô por R$ 5,00 (ainda é caro, considerando o produto).</p>
<p style="text-align: left;">Popular mesmo é ligar a TV no Domingão e se atualizar de manifestações «culturais». O que seria de nós se a TV não nos dissesse o que é popular? Praticamente não teríamos cultura!</p>
<p style="text-align: left;">A mída tem culpa? Claro! Por que não mistura mais filé na carniça e vai refinando as papilas culturais aos poucos? Um veículo que teve o poder de eleger e derrubar um Collor não consegue?</p>
<p style="text-align: left;">Mas é Natal né? Então, tipo assim, meus sinceros desejos de menos bundismo na cultura e um 2010 com muito filé!</p>
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		<title>Charge coletiva enviada aos nossos senadores!</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 10:59:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[SENADO BRASILEIRO, UMA VISÃO POPULAR Em agosto passado lancei aqui a proposta: queria reunir dicas de leitores para ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;"> SENADO BRASILEIRO, UMA VISÃO POPULAR</span></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 525px"><a href="http://kauer.com.br/blogkauer/downloads/"><img class="ngg-singlepic ngg-left   " style="border: 6px solid black; margin: 6px;" src="http://kauer.com.br/blogkauer/wp-content/gallery/charge-senado-brasileiro/senado-brasileiro-visao-popular_100dpi_572px-x266px.jpg" alt="senado-brasileiro-visao-popular_100dpi_572px-x266px" width="515" height="239" /></a><p class="wp-caption-text">Clique na imagem para baixar as versões  em alta resolução</p></div>
<p>Em agosto passado lancei aqui a proposta: queria reunir dicas de leitores para fazer uma charge coletiva sobre os escândalos no Senado brasileiro.<br />
Sob o título &#8220;Vamos fazer uma charge a mil mãos!», Montei uma página com um formulário,  onde os leitores enviavam sugestões para uma ilustração crítica, que gostariam que seus senadores vissem.</p>
<p>A ideia inicial era ler todas as sugestões, selecionar os aspectos mais comuns em todas e fazer uma super-charge, enviando-a para todos os senadores junto com todos os e-mails de sugestões remetidos pelos leitores.  Ou seja, uma charge com super-poderes, assinada por um grupo de indignados.</p>
<p>Das mais de 700 sugestões e desabafos recebidos, a maioria teve ideias e inspirações muito interessantes, de modo que eu não poderia fazer um simples apanhado delas.</p>
<p>O resultado foi um poster, quase no estilo «Onde está Wally?», com vários detalhes e cenas.</p>
<p><span style="font-family: Arial;">Com este grau de detalhamento e montagem, o trabalho demorou mais do que o planejado, considerando que foi sendo desenvolvido em horas extras, noites, finais de semana e feriados.</span></p>
<p>O resultado está sendo distribuido pra amigos, sites parceiros, imprensa e para quem quiser reproduzir.  A imagem estará disponível em formatos para tela e para impressão, para quem quiser reproduzi-la, citando o crédito, obviamente.</p>
<p>Também postei a «filmagem» acelerada do desenho de algumas cenas, captadas diretamente da prancheta eletrônica onde o trabalho foi desenvolvido. O objetivo destes vídeos é mostrar alguns exemplos do esboço e colorização de ilustrações aos interessados na arte.</p>
<p>Agradeço a todos que enviaram suas sugestões, foram muito pessoais, criativas e estimulantes. Recebi sugestões de todo o país e duas do exterior. Cabem aqui  agradecimentos especiais ao Dr Marco Antônio Birnfeld, editor do saite <a title="Saite Espaço Vital" href="http://www.espacovital.com.br/" target="_blank">Espaço Vital</a>,  à equipe do programa &#8220;Cafezinho&#8221; da <a title="Radio Pop Rock" href="http://www.poprock.com.br/" target="_blank">Rádio Pop Rock</a>, ao jornalista <a title="blog do Políbio Braga" href="http://polibiobraga.blogspot.com/" target="_blank">Políbio Braga</a>, ao <a href="http://www.jornalibia.com.br/">Jornal Ibiá</a> e aos amigos e blogueiros que divulgaram a ideia.</p>
<p><strong>Alguns simbolismos e sugestões que fiz questão de retratar na charge:</strong></p>
<p>• O povo é representado como palhaços, muitos apáticos, alguns hipnotizados pela tevê e outros interessados em pegar seu quinhão do dinheiro público.</p>
<p>• O circo da imprensa oficial é formado por palhaços mais «sérios», caracterizados para aproximar-se estrategicamente do povo.</p>
<p>* No plenário a confusão é formada por um Sarney pilotando um trenzinho da alegria, onde até a fumaça exala «$», atropelando Mercadante e Suplicy com seu cartão vermelho ainda em mãos.</p>
<p>• Vê-se também desenhado um Collor enfurecido sobre uma mesa, experimentando um êxtase pelo gozo do poder. Também um Simon assustado quase sob a mesa e um Maciel com uma presensa quase decorativa(?).</p>
<p>• Fantasmas rondam a casa, mas eles assombram apenas o uso do dinheiro publico.</p>
<p>• De quase todos os políticos saem rabos vermelhos que se enrolam em um espaguete que se espraia sob uma mesa.</p>
<p>• Há presenças como Tio Patinhas, Wally, Mortícia &#8211; como a senadora Serys &#8211; , guardando a cadeira do Sarney.</p>
<p>* Darth Vader (&#8220;Star Wars&#8221;) tem seu busto em lugar de destaque, pois há tempos os esforços de senadores foram para o lado negro da força. Acima, um crucifixo abandonado.</p>
<p>• Um coringa pede silêncio ao eleitor -, um silêncio irresponsável e subserviente ao ilícito e antiético.</p>
<p>• A pizzaria com forno alimentado por arquivos, em vez de lenha. E Marina Silva está na moita decorativa do palco.</p>
<p>Estes são alguns simbolismos e cenas que, na sua maioria, foram enviados pelos leitores. Muitos e-mails chegaram em forma de desabafo e indignação, sem uma descrição de cena propriamente. A estes eu representei com a riqueza de detalhes, com bom acabamento no traço e com minhas interpretações da indignação</p>
<p>As ideias de mais de 700 leitores e os componentes relatados neste artigo se transformaram na apreciada e crítica charge &#8211; quase um poster.</p>
<p>Fizemos alguma coisa, gritamos, o desenho crítico é uma amostra de como os senadores estão sendo vistos por seus eleitores &#8211; por isto a crítica desenhada pode ser útil a um reposicionamento da imagem e das atitudes dos politicos em geral e da casa em que &#8220;trabalham&#8221; (?&#8230;)</p>
<p>Cabe aos senadores fazerem a sua parte &#8211; e isso exige seriedade, assiduidade, moralidade, desapego à politicagem, ´não´ ao nepotismo e mudança de posturas ante dezenas de coisas mais que estamos acostumados a ver, ouvir e ler como violentadas na nossa rotina de cidadãos brasileiros desrespeitados.</p>
<p>Em outubro de 2010 o leitor-eleitor também pode fazer a sua parte.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Abaixo a cópia do texto enviado por e-mail, junto da charge, para nossos senadores:</span></strong></p>
<p>Excelentíssimos Senadores desta República,</p>
<p>Sou empresário e nas horas vagas chargista. Contribuo com meu trabalho artístico para alguns sites e revistas locais, entre eles o site &#8220;Espaço Vital&#8221; o maior e mais acessado site jurídico do país (<a href="http://www.espacovital.com.br/">http://www.espacovital.com.br/</a>).<br />
Mantenho também um blog com textos e charges que eventualmente publico em algum destes veículos.</p>
<p><span style="font-family: Arial;">Em agosto passado, lancei uma proposta, em meu blog: queria reunir dicas de leitores para fazer uma charge coletiva sobre os escândalos no Senado brasileiro.</span></p>
<p>Sob o título &#8220;Vamos fazer uma charge a mil mãos!», montei uma página com um formulário,  onde os leitores enviavam sugestões para uma ilustração crítica, que gostariam que seus senadores vissem.</p>
<p>A ideia inicial era ler todas as sugestões, selecionar os aspectos mais comuns em todas e fazer uma super-charge, enviando-a para todos os senadores junto com todos os e-mails de sugestões remetidos pelos leitores.  Ou seja, uma charge com super-poderes, assinada por um grupo de cidadãos.</p>
<p>Das mais de 700 sugestões e desabafos recebidos, a maioria teve ideias e inspirações muito interessantes, de modo que não pude fazer um simples apanhado delas.</p>
<p>O resultado foi um poster, com vários detalhes e cenas, que conforme prometido, estou enviando aos senhores.</p>
<p>Gostaria de deixar claro que não aceitei nem retratei nenhuma imagem ou situação de desrespeito ou de baixo nível e que o resultado deste trabalho<span style="font-family: Arial;"> é uma amostra de como os senadores estão sendo vistos por seus eleitores &#8211; por isto a crítica desenhada pode ser útil a um reposicionamento da imagem e das atitudes dos politicos em geral e da casa em que trabalham.</span></p>
<p>Não poderei reproduzir aqui todos os emails enviados mas reproduzo abaixo algumas expressões recebidas de leitores:</p>
<p><em>-  Vergonha na cara acho difícil terem&#8230;<br />
- &#8230;coronel, corrupto, totalmente alienado do Brasil&#8230;<br />
- Pior do que as consequencias da gripe H1N1, são as consequencias provocadas pela falta de caráter da maioria dos políticos brasileiros&#8230;<br />
- &#8230;Pizza sabor &#8220;denúncia&#8221;!<br />
- &#8230;um fino e comprido rabo sai de trás de cada senador, sendo que os rabos todos percorrem um longo caminho na sala de sessões, cada rabo se misturando com os demais rabos, tudo formando um grande emaranhado e resultando numa indecifrável &#8220;spaghetti&#8221; de rabos&#8230;<br />
- &#8230;pagamos além de altos salários todo tipo de mordomia aos políticos, que em nada representam o povo, que morre de fome e em filas de hospitais!<br />
- &#8230;ninguén realmente merece meu voto&#8230;<br />
- &#8230;Convenhanhos! O Congresso perdeu a credibilidade com o povo brasileiro&#8230;</em></p>
<p><em><br />
</em>Recebi ainda algumas imagens, recortes de jornais e revistas de outras épocas onde figuravam escândalos, frases célebres e charges de outros artistas.<br />
Recebam por favor este e-mail e a imagem, como um alerta, um desabafo e um resquício de esperança que eu e alguns brasileiros ainda têm, em ver um Brasil com ordem, honestidade, trabalho e progresso.</p>
<p>Muito obrigado</p>
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